Eu sou Nádia Campos, Psicóloga graduada pela Universidade de Uberaba, com Formação em Terapia Comunitária pela Interface/SP.
Meu trabalho sempre esteve ligado a área social e comunitária, o que me possibilitou adquirir uma boa experiência no atendimento psicoterápico, devido à diversidade dos "casos" atendidos.  Hoje trabalho no atendimento às pessoas que por algum motivo estão impossibilitados de se encaminharem a alguma clínica de psicologia, trabalho este denominado Home Care, ou seja, trabalho com  o Atendimento Psicológico Domiciliar, e paralelamente a este realizo Grupos de Terapia Comunitária.

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nadiacamp@yahoo.com.br

"...muitos de nós se desiludem da realidade,considerando-a cruel,mas o que não percebem é que são nossos sonhos ideológicos e fanTasiosos que apagam a beleza da realidade..."

 

 

Livros:

Porque escolhi você? Autor: Steve Biddulph e Shaaron Biddulph


Quem me roubou de mim? Autor: Pe. Fabio de Melo

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Viver Não Dói

 

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,

mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos,
por todos os filhos que gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional.


Carlos Drummond de Andrade