Eu sou Nádia Campos, Psicóloga graduada pela Universidade de Uberaba, com Formação em Terapia Comunitária pela Interface/SP.
Meu trabalho sempre esteve ligado a área social e comunitária, o que me possibilitou adquirir uma boa experiência no atendimento psicoterápico, devido à diversidade dos "casos" atendidos.  Hoje trabalho no atendimento às pessoas que por algum motivo estão impossibilitados de se encaminharem a alguma clínica de psicologia, trabalho este denominado Home Care, ou seja, trabalho com  o Atendimento Psicológico Domiciliar, e paralelamente a este realizo Grupos de Terapia Comunitária.

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"...muitos de nós se desiludem da realidade,considerando-a cruel,mas o que não percebem é que são nossos sonhos ideológicos e fanTasiosos que apagam a beleza da realidade..."

 

 

Livros:

Porque escolhi você? Autor: Steve Biddulph e Shaaron Biddulph


Quem me roubou de mim? Autor: Pe. Fabio de Melo

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Jeito de Ser

 


Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja
cada vez mais rara:
a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que
abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a
hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando
não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam
longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz
ao se dirigir a frentistas.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem
prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece,
é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete
e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte
antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo,
a estar nele de uma forma não arrogante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação,
mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe
de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que
acha que com amigo não tem que ter estas frescuras.
Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que
não irão desfrutá-la.
Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.

Por Marta Medeiros