Eu sou Nádia Campos, Psicóloga graduada pela Universidade de Uberaba, com Formação em Terapia Comunitária pela Interface/SP.
Meu trabalho sempre esteve ligado a área social e comunitária, o que me possibilitou adquirir uma boa experiência no atendimento psicoterápico, devido à diversidade dos "casos" atendidos.  Hoje trabalho no atendimento às pessoas que por algum motivo estão impossibilitados de se encaminharem a alguma clínica de psicologia, trabalho este denominado Home Care, ou seja, trabalho com  o Atendimento Psicológico Domiciliar, e paralelamente a este realizo Grupos de Terapia Comunitária.

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"...muitos de nós se desiludem da realidade,considerando-a cruel,mas o que não percebem é que são nossos sonhos ideológicos e fanTasiosos que apagam a beleza da realidade..."

 

 

Livros:

Porque escolhi você? Autor: Steve Biddulph e Shaaron Biddulph


Quem me roubou de mim? Autor: Pe. Fabio de Melo

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02/08/2009 a 08/08/2009
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    Conheça a Terapia Comunitária

            

    “Quando a minha boca cala meus órgãos falam,

      quando minha boca fala meus órgãos saram.”

 

Este é o lema da Terapia Comunitária (TC), uma prática que vem sendo desenvolvida há 18 anos pelo Dr. Adalberto Barreto, e surgiu a partir da demanda de comunidades carentes que não têm apoio para tratamentos psiquiátricos ou psicológicos.

Ao longo desses anos a TC vem sendo reconhecida em diversas áreas como uma prática que promove grande resultados. No ano de 2006 a TC foi adotada pela SENAD do Ministério da Justiça, como política para prevenção de álcool e drogas, e em 2008 o atual Ministro da Saúde, adotou-a como Política Publica em programa nacional em Saúde.

Com um desenho próprio e diferenciado, a Terapia Comunitária, busca solucionar os problemas, e promover as mudanças necessárias, através da formação de redes solidárias de fortalecimento da auto-estima de pessoas, famílias e comunidades.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), diante de um impacto, de um sofrimento, o apoio do grupo é mais eficaz do que remédios, especializações e especialistas, já que esses também importantes tratam da patologia, e o grupo cuida de acolher o sofrimento, pelo apoio, troca e o amor.

O foco da Terapia Comunitária não está sobre os diagnósticos ou definições de problemas e teorias de mudança, mas sobre o sofrimento humano em qualquer de suas formas e manifestações.

Sua ação consiste em reforçar os vínculos entre as pessoas da comunidade, mobilizar e valorizar as competências vindas da experiência, do saber local e da cultura, coloca o terapeuta comunitário a serviço da consciência social transformadora que devolve às pessoas a condição de autoria de sua própria história e sujeito de suas escolhas. Assim, a TC visa à construção de ações básicas de saúde comunitária, através da prevenção, mediação de crises e inserção social.

A TC pode ser definida como sendo uma pratica comunitária que trabalha com grupos abertos que se caracterizam como um sistema de conversação organizada em torno de um tema de escolha coletiva. A mesma se restringe a compartilhar histórias vividas tanto de sofrimento, como, principalmente, as historias de competência e aprendizados, tudo isso em um ambiente extremamente acolhedor.

Os participantes da sessão podem jamais ter se visto ou nunca mais voltem a se encontrar, contudo, durante o processo é estabelecida uma conexão que permite que os presentes se organizem sistematicamente numa rede de trocas interativas que os coloca em relação uns com o outros, em um inter-jogo de ação, emoção e reflexão. Assim, cada participante neste momento é um especialista na suas historias de dor, superação e resiliência. Embora cada pessoa seja única, e da mesma forma seu sofrimento, as ressonâncias e a compaixão permitem a cada participante se conectar com suas próprias historias, podendo colocar em linguagem narrativa sobre o vivido, de modo a favorecer uma ampliação da consciência critica sobre sua condição, seu contexto e suas possibilidades.

Quando a comunidade acolhe de forma respeitosa as historias compartilhada, reconhece cada participante como um legitimo outro. Da mesma forma, as perguntas reflexivas e comentários compartilhados, permitem a construção de autobiografia com protagonistas mais competentes e legitimados pelas testemunhas ali presentes. Assim, cada pessoa pode transformar a sua historia decorrente de uma reorganização do seu próprio sistema, nas trocas sociais interativas entre o eu e o outro.

A TC, enquanto forma de terapia defini-se como uma pratica de transformação social. As pessoas mudam a comunidade muda. Podendo então, ser compreendida como uma pratica de intervenção social de caráter preventivo e profilático, tendo como cliente a comunidade. Ela não trata um indivíduo na comunidade, mas trata do problema trazido por um indivíduo, e que foi escolhido como tema a ser discutido pela comunidade, ou seja, pelo grupo.

A TC para prevenir ou “tratar” os problemas em comum a um grupo, busca uma forma mais “calorosa” de lidar com o individuo, estimulando a criatividade e a construção de seu presente e seu futuro a partir de seus próprios recursos.

Para exemplificarmos melhor o processo terapêutico da TC, podemos citar a definição, assertiva, do escritor Silas Corrêa Leite, quando diz que: “Terapia Comunitária é exatamente isso: ter com quem conversar. Humanismo de resultados. Terapia de Amor. Colocar as pessoas para trocarem experiências, desaforamentos moderados, irem ao encontro de um seu semelhante, treinarem refinamento pessoais, alicerçarem bases, dizerem de seus problemas, sondarem soluções nos entornos, buscarem resultados amigáveis a partir de uma amizade estimulada enquanto solidária; tudo a partir de relações-parcerias, bases bilaterais de evoluções nesse propósito. Todos têm problemas, claro. Todos têm soluções? Na tal Terapia Comunitária têm. Médicos, psiquiatras, terapeutas, amantes, confidentes, poetas, parentes, amigos, colegas de trabalho e estudo, convivas, visitas, profissionais gabaritados, são saídas de emergência. Vazão de foro íntimo. Precisamos desesperadamente ter quem nos escute, de quem confie em nós, de quem nos ouça; precisamos inegavelmente de um ombro amigo, de quem opine, de quem releve, de quem sonde conosco uma luz no fim do túnel, de quem perdoe, pondere; do estojo de uma palavra-retorno-referencial; principio de contrariedade amistosa. Um beijo, um abraço, um aperto de mão. Vizinho íntimo. Tudo a ver. Essa é a idéia. Terapeutas de almas.”

 

“O que faz de qualquer número de perolas um colar,

é o fio invisível que as une numa certa ordem.”

- Antonio Sérgio –